Visto em grande parte das vezes como um vilão, os vulcões e o dióxido de carbono podem, inclusive, serem os mocinhos da história, afinal, ajudaram na evolução da vida na Terra.
Tudo começou com o início da era glacial (a 18 mil anos atrás), comprovada por cientista por meio de indícios de clastos caídos. Neste período todo o planeta era coberto por gelo, inclusive a região equatorial.
Estima-se que a temperatura nesta época ficava em torno de -50°.
Essa época foi caracterizada por certa estagnação na evolução dos seres vivos de nosso planeta.
Porém, mesmo encobrida por gelo, a Terra manteve ativa as erupções vulcânicas que ocorriam frequentemente. Estes fenômenos eram tão fortes ao ponto de abrir crateras no solo e removendo parte do gelo ali presente.
Mesmo assim, não foi essa a solução para o fim da era do gelo.
O responsável pelo fim da estagnação evolutiva foi o dióxido de carbono (acreditem ou não!).
Este é proveniente das erupções, que, liberando-o, formou uma grossa camada de CO2 envolta da Terra.
Logo, os raios solares antes refletidos pelo gelo, passaram a ficar presos na atmosfera, gerando calor e derretendo as camadas de gelo que dominavam o Planeta.
Acredita-se que a temperatura mudou de -50° para +50° em apenas centenas de anos, o que tem como consequência tempestades e alterações bruscas nas caracteristicas terrestres.
A mudança na temperatura sessou a estagnação da evolução, tendo como consequência, o aperfeiçoamentoe surgimento de inúmeras espécies.
Incrível, não? Como o vilão dióxido de carbono passou de herói para vilão em pouco tempo.
Talvez nós sejamos os vilões.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
sábado, 22 de janeiro de 2011
A polêmica do Código Florestal
A tragédia da Região Serrana (Rio) deu início a uma nova revolta: a mudança no Código Florestal.
A polêmica começou com a publicação da matéria "Revisão no código florestal pode legalizar áreas de risco e ampliar chance de tragédia", publicada pelo jornal Folha de São Paulo. no dia 16 de janeiro. A matéria gerou controvérsias e, por isso, decidimos mostrar os dois lados da história.
A tal mudança no Código Florestal foi proposta pelo deputado Aldo Rebelo e estará sujeita a votação. Neste Projeto de Lei foi o artigo 3, incisivo IV item "d" que gerou a polêmica. Neste trecho fica determiando que:
"Art. 3 º Para os efeitos desta Lei, entende-se por:
IV - interesse social, para fins de intervenção em Área de Preservação Permanente:
d) a regularização fundiária de assentamentos humanos ocupados predominantemente por população de baixa renda em áreas urbanas consolidadas, observadas as condições estabelecidas na Lei 11.977, de 7 de julho de 2009".
Já a Lei 11.977 em seu artigo 54, autoriza a ocupação e regularização fundiária em áreas de preservação permanente desde que, o estudo técnico prove que esta intervenção implica em melhoria das condições ambientais em relação à situação de ocupação irregular anterior. Esse estudo técnico implica inclusive na recuperação de áreas degradadas e daquelas passíveis de regularização.
Dito o projeto de lei, o jornal Folha de São Paulo afirmou que a ocupação de Áreas de Preservação Permanente em inclinações superiores a 45°C pode ter como consequência a repetição de tragédias ocorrentes, por exemplo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, devido à deslizamento de encostas.
O deputado se defendeu pelo seu site e disse que os jornalistas agiram de má fé. Aldo Rebelo realmente provou que a legalização de ocupação de morros só pode ser feita pela lei 6.776/79 e que a sua regularização cabe à lei 11.977. Para quem não conhece, a lei 6.766/79 determina que apenas as leis municipais podem indicar as áreas próprias para ocupação, sendo que, são proibidas ocupações em terras que ofereçam riscos às atividades humanas, como terrenos com declividade superior a 30%.
Infelizmente todos sabemos que essas leis não são fiscalizadas pelo estado, afinal, grande parte da população de baixa renda vive em encostas e morros instáveis.
Em resumo o Projeto de Lei propõe a intervenção em áreas de preservação permanente para regularização fundiária , ou seja, a ocupação desde que esta intervenção promova uma melhor condição ambiental em relação à situação irregular anterior, onde vivem pessoas pobres com moradias clandestinas sem acesso à saneamento entre outros.
Realmente a mudança no Código Florestal se baseia em leis já existentes e estas sim deveriam ser melhoradas, já que servem de base para as outras . Ainda sim, a mudança no Código Florestal não visa a total preservação de encostas apesar de, por outro lado, promover melhor condição para pessoas de baixa renda com aplicação de melhorias, por exemplo, no saneamento básico.
O blog Ambiente Maior acredita que mais importante do que regularizar essas ocupações é preservar a vida das pessoas ali presentes, o que não tem acontecido ultimamente!
O blog Ambiente Maior acredita que mais importante do que regularizar essas ocupações é preservar a vida das pessoas ali presentes, o que não tem acontecido ultimamente!
O sistema brasileiro de lei possui ainda muitas falhas e estas devem ser criticadas, afinal, vivemos em uma democracia e devemos fazer valer os nossos desejos!
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Condomínio da Biodiversidade
A Prefeitura Municipal de Curitia (PR) está dando um passo a frente e um grande exemplo ao Brasil.
Em parceria com a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS),ambas estão organizando o 2° encontro do programa Condomínio da Biodiversidade (ConBio).
Esse projeto, em parceria com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, tem como objetivo conscientizar e apoiar a população na criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural Municipal. O evento é voltado para quem possui áreas ou bosques com vegetação nativa da região sul de Curitiba.
Durante o evento são inseridos conceitos de conservação tais como a legislação e procedimentos sobre como criar reservas. Também há palestras referentes ao manejo de plantas nativas e controle de espécies exóticas invasoras.
Dentre as vatagens de aderir a esse projeto, podemos citar a isenção de IPTU, além, é claro, da melhoria de qualidade de vida, conscientização ambiental entre outros.
Para quem mora perto, vale a pena conferir, do contrário, é uma boa idéia de projeto para qualquer estado do Brasil que queira preservar sua vegetação natural além das Unidades de Conservação.
Se você possui uma área extensa de vegetação, vale á pena preservá-la!
Em parceria com a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS),ambas estão organizando o 2° encontro do programa Condomínio da Biodiversidade (ConBio).
Esse projeto, em parceria com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, tem como objetivo conscientizar e apoiar a população na criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural Municipal. O evento é voltado para quem possui áreas ou bosques com vegetação nativa da região sul de Curitiba.
Durante o evento são inseridos conceitos de conservação tais como a legislação e procedimentos sobre como criar reservas. Também há palestras referentes ao manejo de plantas nativas e controle de espécies exóticas invasoras.
Dentre as vatagens de aderir a esse projeto, podemos citar a isenção de IPTU, além, é claro, da melhoria de qualidade de vida, conscientização ambiental entre outros.
Para quem mora perto, vale a pena conferir, do contrário, é uma boa idéia de projeto para qualquer estado do Brasil que queira preservar sua vegetação natural além das Unidades de Conservação.
Se você possui uma área extensa de vegetação, vale á pena preservá-la!
O sistema natureza
Com tantas tragédias imensuráveis neste mês, temos lido muitos artigos sobre as tais catástrofes. Muitas das explicações definem o acontecimento como a revolta ou vingança da natureza.
Nós do blog Ambiente Maior queremos provar o contrário,afinal, se a natureza tivesse sentimentos de ódio como nós, ela seria imperfeita.
Neste mês, o Rio de Janeiro foi marcado por muitas mortes e, muitas destas, consequências de ocupações indevidas.
Podemos definir essas ocupações como incorretas porque muitas cidades como Petrópolis e Terosópolis ficavam no meio de vales. Estes, por serem mais inclinados, formam bolsões de água no solo quando há grande volume de chuva. A água não tem para onde escoar, afinal o rio está cheio, e quando o bolsão de água estoura, há formação de um onda ou tromba d'água. Essa enxurrada é tão forte que pode chegar a formar metros de altura e carrega junto de si muito lama.
Em contrapartida, essas cidades foram ocupadas em um tempo onde não havia grande estudo e conscientização dos fenômenos naturais. O que pode ser feito agora é preparar a cidade para possíveis eventos como este. Enviar alertas para a população e evacuar áreas de riscos delimitadas pela defesa civil é uma opção.
Infelizmente esta tragédia não foi a primeira e nem será a última a acontecer, há muito o que melhorar em um país onde a população é tratada com tamanho descaso.
Observando as causas dos acontecimentos podemos notar que a natureza realmente não é vingativa. Ao contrário disso, ela funciona como um sistema de força maior. Falta apenas o homem perceber que nós não somos os superiores neste mundo e, para se viver em segurança, é preciso respeitar e compreender a natureza.
O Ambiente Maior está de luto pelas vítimas dessa tragédia. E mais uma vez estamos tentando tampar os buracos deixados pela politicagem de nosso país!
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Prepara-se para a extinção dessa espécie!
Após a rede Carrefour prometer banir as sacolas plásticas de suas lojas até 2014 muitas pessoas devem ter se perguntado: onde jogar o lixo?
A resposta é simples, prática e pode ser feita em 2 minutinhos!
A nova opção é usar sacolas feitas de jornal! Logo, a notícia não precisa ser desperdiçada após ser lida!
Pesquisando na internet, o nosso blog achou dois tipos de sacolas fáceis que podem ser feitas em casa.
A primeira serve para usar na lixeira e a segunda funciona como uma bolsa na hora de fazer compras.
Para isso, trouxemos vídeos que simplificam (ainda mais) a maneira de fazer essas sacolas recicléveis!
Confira:
Então decretemos fim as sacolas pláticas!
Juntos somos mais!
A resposta é simples, prática e pode ser feita em 2 minutinhos!
A nova opção é usar sacolas feitas de jornal! Logo, a notícia não precisa ser desperdiçada após ser lida!
Pesquisando na internet, o nosso blog achou dois tipos de sacolas fáceis que podem ser feitas em casa.
A primeira serve para usar na lixeira e a segunda funciona como uma bolsa na hora de fazer compras.
Para isso, trouxemos vídeos que simplificam (ainda mais) a maneira de fazer essas sacolas recicléveis!
Confira:
- Saco para lixo
- Saco para compras:
Então decretemos fim as sacolas pláticas!
Juntos somos mais!
O Ministério do Meio Ambiente já tomou iniciativas: vamos mudar juntos?
Foi publicado pelo Ministério do Meio Ambiente: "no dia 3 de agosto de 2014, o Brasil estará livre do lixões a céu aberto"!
Segundo o MMA, os estados deverão se organizar para implementar a coleta seletiva que será definida por leis estaduais.
A nova exigência foi aprovada em 23 de dezembro do ano passado e faz parte da Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Mas nós não precisamos esperar mais 3 anos certo? Podemos começar essa reforma desde já, basta tomarmos iniciativas simples em nosso dia-a-dia:
- Separe em sua casa o lixo reciclável do não reciclável.
- As pilhas e baterias devem ser separadas e entregues em pontos de coleta exclusivos para esse tipo de material.
- Lembre-se, reduzindo o seu consumo você diminui o lixo!
- A redução do consumo de cada pessoas pode transformar o mundo inteiro!
domingo, 16 de janeiro de 2011
Abaixo assinado contra o Finning- Campanha Nacional contra o Consumo de Barbatanas de Tubarão
O Ambiente Maior apoia o Projeto Tubarões do Brasil- Instituto Ecológico Aqualung- e vem por meio deste publicar o abaixo assinado criado pelo Intituto.
Ajude a salvar os tubarões!
Infelizmente a caça aos tubarões não é proibida no Brasil, mas pode ser amenizada!
Clique AQUI e participe também do abaixo assinado contra o Finning, pesca para obtenção das barbatanas de tubarão.
Leia:
Para:Congresso Nacional do Brasil
ASSINE JÁ!70 milhões de tubarões são mortos todo ano só pra virar Sopa de Barbatana
O Projeto Tubarões no Brasil - Instituto Ecológico Aqualung convoca a participação de todos no ABAIXO-ASSINADO a ser enviado ao Congresso Nacional apoiando a criação de uma nova legislação federal (Projeto de Lei) determinando que: TODOS OS TUBARÕES CAPTURADOS EM ÁGUAS BRASILEIRAS DEVERÃO SER DESEMBARCADOS COM SUAS NADADEIRAS ÍNTEGRAS E NO CORPO DO ANIMAL.
Além de coibir a prática do finning (pesca ilegal para obtenção exclusiva das nadadeiras dos tubarões) e facilitar a fiscalização dos órgãos competentes, essa nova legislação possibilitará o maior controle das espécies alvo da pesca.
O recém-eleito Deputado Federal Sávio Neves, parceiro dessa iniciativa do Instituto Aqualung, dará entrada no Projeto de Lei no novo Congresso Nacional em fevereiro de 2011. É importante que a sociedade civil dê seu apoio. Quanto mais assinaturas tivermos, mais força terá o Projeto de Lei para ser votado e aprovado.
MOTIVAÇÕES
Finning é a pesca ilegal para obtenção exclusiva das nadadeiras dos tubarões, uma das mais cruéis perseguições realizadas pelo ser humano. Em todos os oceanos, cerca de 70 milhões de tubarões são mortos todo ano para abastecer o lucrativo comércio mundial de nadadeiras de tubarão, do qual o Brasil e 120 outros países participam.
Capturam o tubarão, cortam fora suas nadadeiras e atiram o corpo de volta ao mar. Muitas vezes vivo, mas mortalmente aleijado, o animal afunda para morrer sangrando, comido por outros peixes ou para apodrecer no leito do mar.
As nadadeiras abastecem o mercado chinês para produção de sopa de barbatana de tubarão, tradicional prato da culinária chinesa considerado afrodisíaco e símbolo de status. Mais uma dentre as inúmeras aberrações predatórias e criminosas que vemos ao redor do mundo, especialmente no Oriente, como a "crença" de que partes de animais podem trazer benefícios à saúde do homem ou curar suas doenças.
O finning é uma ação predatória insustentável e está ameaçando seriamente a sobrevivência das populações de tubarões __ 43% das espécies de tubarões em nosso litoral já estão ameaçadas de extinção. Se nada for feito, dezenas de espécies, cujas populações declinaram em até 90% nos últimos 20 anos, estarão extintas nas próximas décadas.
A sociedade e nossos governantes precisam entender que os tubarões exercem um papel crucial na manutenção da saúde e do equilíbrio da vida nos mares. Sem esses guardiões dos oceanos, teremos um ambiente doente e frágil e os decorrentes desequilíbrios nos ecossistemas marinhos serão imprevisíveis e catastróficos.
PROPOSTA DE NOVA LEGISLAÇÃO PARA COIBIR A PRÁTICA DO FINNING
Art. 1º Todos os tubarões (ou cações) capturados, em águas sob jurisdição nacional, deverão ser desembarcados com suas nadadeiras íntegras e no corpo do animal.
Parágrafo 1º A título de entendimento, as nadadeiras dos tubarões ou cações (duas denominações vulgares para o mesmo animal) são popularmente chamadas de barbatanas.
Parágrafo 2º Somente será permitido o transporte a bordo das embarcações de pesca, em águas sob jurisdição nacional, das carcaças de tubarões das quais não tenham sido removidas as nadadeiras (ou barbatanas).
Art. 2º Ficam proibidos o transporte a bordo, o desembarque, a comercialização, a conservação, o beneficiamento e a distribuição de barbatanas de tubarão avulsas que tenham sido removidas do corpo dos tubarões antes do desembarque e fiscalização, em atendimento aos artigos 1º e 3º.
Art. 3º Ao final de cada viagem de pesca, no desembarque, todas as carcaças de tubarões deverão estar identificadas e os correspondentes nomes vulgares e científicos e quantidades informados em formulários próprios fornecidos pelo IBAMA.
Art. 4º Aos infratores da presente LEI serão aplicadas as penalidades previstas na Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, e demais legislações pertinentes.
Os signatários
Vida de tubarão não é sopa! Pare com o Finning!
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